Tratamento de Safena

A veia safena participa do retorno do sangue das pernas ao coração. Quando suas válvulas falham, ocorre o refluxo: o sangue se acumula nas pernas e favorece varizes, inchaço e outros sinais de insuficiência venosa. A boa notícia: nem toda safena precisa ser retirada — hoje ela pode ser tratada por dentro, sem cortes, em procedimento que pode ser sem dor, algumas vezes realizado no próprio consultório e sem necessidade de repouso.

 

Quais são os sintomas?

A safena doente pode causar dor, peso, cansaço, queimação, câimbras e inchaço nas pernas. Em quadros mais avançados, podem aparecer manchas na pele, inflamações, sangramentos e feridas de difícil cicatrização.

 

O que causa o problema?

A insuficiência da safena está relacionada principalmente à predisposição genética, ao envelhecimento, à gravidez, às alterações hormonais, ao excesso de peso e à permanência prolongada em pé ou sentado.

 

Como é feito o tratamento?

O eco-Doppler permite avaliar o fluxo sanguíneo e identificar quais segmentos da veia apresentam refluxo. A partir desse exame, o cirurgião vascular define a técnica mais adequada. Nem toda safena precisa ser retirada, e o tratamento pode ser realizado por métodos minimamente invasivos.

 

Tratamentos disponíveis:

  • Endolaser e radiofrequência (ablação térmica) — a fibra ou o cateter fecha a safena por dentro, guiado por ultrassom, por uma punção milimétrica. Sem cortes, com anestesia local, pode ser sem dor e sem repouso — caminhando já ao final do procedimento [link para a página do procedimento];
  • Escleroterapia com espuma guiada por ultrassom — alternativa sem cortes em casos selecionados;
  • Cirurgia convencional — quando a anatomia ou o calibre da veia a indicam;
  • Meias de compressão e medidas clínicas — para controle dos sintomas e complemento de todas as técnicas.

 

Para quem busca tratamento de safena em Belo Horizonte, a avaliação vascular é essencial para definir uma abordagem segura e individualizada.

TRATAMENTOS DISPONÍVEIS

Endolaser e Radiofrequência

Endolaser e radiofrequência são as técnicas modernas de ablação térmica da safena: uma fibra de laser ou um cateter de radiofrequência é introduzido na veia por uma punção milimétrica, guiado por ultrassom, e fecha por dentro o segmento com refluxo. Sem cortes, com anestesia local, o procedimento pode ser realizado sem dor, algumas vezes no próprio consultório, e sem necessidade de repouso — o paciente sai caminhando.

 

Laser ou radiofrequência: qual a diferença?

As duas técnicas usam energia térmica para fechar a safena e apresentam resultados comparáveis na literatura. A diferença está na fonte de energia e no comportamento em diferentes anatomias. A escolha é feita pelo cirurgião vascular a partir do eco-doppler, do calibre e do trajeto da veia.

 

Para quem é indicado

  • Insuficiência da safena magna ou parva confirmada pelo eco-Doppler;
  • Pacientes que buscam alternativa sem cortes à cirurgia convencional, com retorno imediato às atividades;
  • Carizes recidivadas.

 

Como funciona, passo a passo

  • Consulta completa com mapeamento com eco-Doppler e planejamento;
  • Sedação leve
  • Anestesia local ao longo da veia, guiada por ultrassom;
  • Punção milimétrica e introdução da fibra de laser ou do cateter de radiofrequência;
  • Fechamento controlado do segmento doente, monitorado em tempo real pelo ultrassom;
  • Curativo simples, meia de compressão e caminhada imediata — sem repouso e, na maioria dos casos, sem afastamento das atividades leves.

 

Frequentemente o procedimento é combinado, na mesma sessão, com microcirurgia ou escleroterapia para tratar as varizes visíveis.

 

Recuperação

Caminhada já ao final do procedimento e rotina leve mantida. Hematomas discretos e sensação de repuxamento no trajeto da veia regridem em poucas semanas. Exercícios intensos são liberados conforme a evolução.

 

PERGUNTAS FREQUENTES

O procedimento dói mesmo sem anestesia geral ou raquianestesia?

A anestesia local associada a sedação leve ou óxido nitroso permitem a realização do procedimento com segurança e sem dor.

 

É feito em consultório ou em hospital?

Depende da avaliação: em casos selecionados pode ser realizado no próprio consultório; em outros, em regime ambulatorial hospitalar — geralmente com alta no mesmo dia.

 

Preciso de repouso depois?

Não — caminhar precocemente faz parte do tratamento.

 

A safena fechada faz falta?

Não. A circulação se redireciona pelas veias saudáveis; a safena com refluxo já não cumpria sua função.

Na escleroterapia com espuma, uma substância esclerosante com consistência de uma espuma é utilizada para tratar vasinhos finos e também veias de maior calibre. Pode ser feita guiada por ultrassom (espuma ecoguiada), tratando também veias mais profundas — inclusive a safena, em casos selecionados — sem cortes, no consultório e sem repouso.

 

Para quem é indicada

  • Varizes de médio e grande calibre;
  • Veias nutridoras de vasinhos resistentes ao tratamento convencional;
  • Safena com refluxo, em pacientes selecionados, como alternativa ou complemento ao endolaser e à radiofrequência.

 

Como funciona

Com o paciente deitado, a espuma é injetada no vaso — com visualização direta ou guiada por ultrassom. Em seguida, meias de compressão e caminhada: o paciente sai andando do consultório.

 

Recuperação

Retorno imediato às atividades habituais. Pode haver endurecimento temporário e pigmentação no trajeto da veia tratada, que tendem a regredir. Sessões complementares podem ser necessárias.

 

PERGUNTAS FREQUENTES

Espuma substitui a cirurgia de varizes?

Em muitos casos, sim; em outros, complementa outras técnicas. A escolha depende do mapeamento do eco-doppler e das características de cada paciente.

 

A espuma ecoguiada trata a safena?

Pode tratar, em casos selecionados, como alternativa sem cortes. A indicação é definida após o eco-Doppler.

 

Preciso de anestesia?

Em geral, não — quando necessária, usa-se apenas anestesia local.

A cirurgia convencional da safena pode ser indicada quando a veia apresenta refluxo importante e a anatomia, o trajeto ou o calibre dificultam outras técnicas. Embora métodos como endolaser, radiofrequência e espuma ecoguiada sejam bastante utilizados, a cirurgia convencional ainda pode ser uma opção segura e eficiente em casos selecionados.

 

Para quem é indicada

  • Pacientes com refluxo na veia safena;
  • Safenas muito dilatadas ou tortuosas;
  • Casos em que a anatomia da veia dificulta técnicas minimamente invasivas;
  • Situações em que o eco-Doppler mostra comprometimento importante da safena;
  • Pacientes que precisam tratar a causa principal da insuficiência venosa.

 

Como funciona

O procedimento é realizado em ambiente cirúrgico, com anestesia definida conforme cada caso. A veia safena comprometida pode ser retirada ou tratada por meio de incisões planejadas, sempre com base no mapeamento feito pelo eco-Doppler.

 

O objetivo é tratar o refluxo da safena, melhorar a circulação venosa e reduzir sintomas como dor, peso, inchaço e cansaço nas pernas.

 

Recuperação

A recuperação varia conforme a extensão do tratamento e as condições do paciente. Em geral, são indicadas caminhadas leves, uso de meias de compressão e retorno gradual às atividades. Hematomas, sensibilidade e desconforto local podem ocorrer nos primeiros dias.

 

PERGUNTAS FREQUENTES

Toda safena doente precisa ser retirada?

Não. A indicação depende do eco-Doppler, dos sintomas, do calibre da veia e das opções disponíveis para cada caso.

 

A cirurgia convencional da safena ainda é usada?

Sim. Apesar das técnicas modernas, ela ainda pode ser indicada quando a anatomia ou o calibre da veia favorecem essa abordagem.

 

Tratar a safena melhora os sintomas?

Quando o refluxo da safena é a causa do problema, o tratamento pode ajudar a reduzir dor, peso, inchaço e cansaço nas pernas.

As meias de compressão e as medidas clínicas podem fazer parte do tratamento da safena, principalmente para controlar sintomas e complementar outras técnicas. Elas não corrigem o refluxo da veia safena, mas ajudam a melhorar o retorno venoso e podem reduzir dor, peso, cansaço e inchaço nas pernas.

 

Para quem são indicadas

  • Pacientes com refluxo na veia safena;
  • Pessoas com dor, peso e cansaço nas pernas;
  • Pacientes com inchaço ao final do dia;
  • Quem aguarda tratamento definitivo da safena;
  • Complemento após endolaser, radiofrequência, espuma ou cirurgia convencional;
  • Pacientes que não podem realizar procedimento no momento.

 

Como funciona

A meia de compressão exerce uma pressão graduada nas pernas, ajudando o sangue a retornar em direção ao coração. Além dela, podem ser orientadas caminhadas, elevação das pernas, controle do peso, pausas durante longos períodos em pé ou sentado e cuidados em viagens prolongadas.

 

Recuperação e rotina

O uso da meia deve ser orientado pelo cirurgião vascular, pois existem diferentes modelos, tamanhos e níveis de compressão. No tratamento da safena, ela pode ser indicada antes ou depois de procedimentos, de acordo com os sintomas e a estratégia escolhida.

PERGUNTAS FREQUENTES

Meia de compressão trata refluxo na safena?

Não. Ela ajuda a controlar os sintomas, mas não elimina o refluxo da veia safena.

 

Preciso usar meia depois de tratar a safena?

Em muitos casos, sim, por um período orientado pelo médico. Isso pode ajudar na recuperação e no conforto após o procedimento.

 

Posso comprar qualquer meia?

Não é o ideal. O tipo e a compressão devem ser definidos após avaliação vascular para garantir segurança e melhor resultado.

PERGUNTAS FREQUENTES

O tratamento da safena dói?

Com as técnicas atuais de anestesia local guiada por ultrassom, o procedimento pode ser realizado sem dor, e o desconforto pós-operatório costuma ser leve.

 

Preciso de internação ou repouso?

Na maioria dos casos, não: dependendo da avaliação, o procedimento é feito em consultório ou em regime ambulatorial, com caminhada imediata e retorno rápido à rotina.

 

A safena fechada faz falta?

A circulação se redireciona pelas veias saudáveis — a safena com refluxo já não cumpria sua função.

 

Tratar a safena prejudica uma futura ponte de safena?

Uma safena muito doente geralmente já não serviria como enxerto. Essa questão é avaliada individualmente na consulta.

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