O que é o aneurisma de aorta?
O aneurisma de aorta é uma dilatação anormal da principal artéria do corpo, na região abdominal ou torácica, que tende a crescer com o tempo. Como a ruptura provoca hemorragia grave, o acompanhamento com cirurgião vascular é fundamental — e, na maioria dos casos, o aneurisma é descoberto e tratado antes de qualquer sintoma.
Quais são os sintomas?
Muitos aneurismas não causam sintomas e são descobertos em exames de rotina. Quando presentes, os sinais podem incluir dor persistente no abdômen, nas costas ou no peito e sensação de pulsação abdominal. Dor súbita e intensa, queda de pressão, desmaio ou falta de ar exigem atendimento de emergência.
Quem deve investigar?
Homens acima de 65 anos — especialmente fumantes ou ex-fumantes — e pessoas com histórico familiar de aneurisma podem se beneficiar de um ultrassom de rastreamento. Um exame simples feito no consultório pode identificar o problema anos antes de qualquer risco.
O que causa o problema?
Entre os principais fatores de risco estão idade avançada, tabagismo, hipertensão, aterosclerose e histórico familiar. Algumas doenças genéticas e inflamatórias também podem enfraquecer a parede da aorta.
Como é feito o tratamento?
A conduta depende da localização, do diâmetro, da velocidade de crescimento, dos sintomas e das condições clínicas do paciente. Exames de imagem ajudam a acompanhar o aneurisma e definir o momento mais seguro para intervir.
Tratamentos disponíveis:
- Acompanhamento com exames de imagem — para aneurismas pequenos e estáveis;
- Controle da pressão e dos fatores de risco — parte de todo plano;
- Tratamento endovascular com endoprótese (EVAR) — correção por dentro da artéria, sem grandes cortes, quando a anatomia permite;
- Cirurgia aberta — técnica consagrada e duradoura, quando indicada;
- Cirurgia de urgência — em caso de ruptura.
Para quem busca tratamento para aneurisma de aorta em Belo Horizonte, a avaliação especializada permite definir uma abordagem segura e individualizada.
TRATAMENTOS DISPONÍVEIS
Acompanhamento com exames de imagem
Nem todo aneurisma de aorta precisa de cirurgia no momento do diagnóstico. Quando o aneurisma é pequeno, estável e não apresenta sinais de maior risco, o acompanhamento com exames de imagem pode ser a conduta mais adequada.
Para quem é indicado
- Pacientes com aneurismas pequenos;
- Aneurismas estáveis, sem crescimento acelerado;
- Pessoas sem sintomas relacionados ao aneurisma;
- Pacientes em controle dos fatores de risco;
- Casos em que a cirurgia ainda não é necessária.
Como funciona
O acompanhamento é feito por meio de exames como ultrassom, angiotomografia ou outros métodos de imagem, conforme a localização do aneurisma. Esses exames permitem medir o diâmetro da aorta, observar se houve crescimento e definir o momento certo de intervir, caso isso se torne necessário.
Acompanhamento
A frequência dos exames depende do tamanho do aneurisma, da velocidade de crescimento e das condições clínicas do paciente. O objetivo é acompanhar com segurança e evitar tanto o tratamento precoce desnecessário quanto o risco de uma intervenção tardia.
PERGUNTAS FREQUENTES
Todo aneurisma precisa de cirurgia?
Não. Aneurismas pequenos e estáveis podem ser apenas acompanhados com exames regulares.
Qual exame acompanha o aneurisma?
Depende do caso. Ultrassom e angiotomografia estão entre os exames mais utilizados.
Se o aneurisma crescer, muda o tratamento?
Sim. O crescimento pode indicar necessidade de tratamento endovascular ou cirurgia aberta.
Controle da pressão e dos fatores de risco
O controle da pressão arterial e dos fatores de risco faz parte de todo plano de cuidado para aneurisma de aorta. Mesmo quando há indicação de cirurgia ou tratamento endovascular, essas medidas continuam importantes para reduzir riscos e proteger a saúde vascular.
Para quem é indicado
- Pacientes com aneurisma de aorta diagnosticado;
- Pessoas com pressão alta;
- Fumantes ou ex-fumantes;
- Pacientes com colesterol alto ou aterosclerose;
- Pessoas com histórico familiar de aneurisma;
- Pacientes em acompanhamento antes ou depois do tratamento.
Como funciona
O cuidado pode incluir controle rigoroso da pressão, abandono do cigarro, ajuste de medicamentos, controle do colesterol, acompanhamento cardiológico quando necessário e mudanças de hábitos. Essas medidas ajudam a reduzir a sobrecarga sobre a parede da aorta e melhoram a segurança do tratamento.
Acompanhamento
O controle dos fatores de risco deve ser contínuo. Mesmo após a correção do aneurisma, o paciente precisa manter acompanhamento vascular, pois a saúde da aorta e da circulação deve continuar sendo monitorada.
PERGUNTAS FREQUENTES
Controlar a pressão trata o aneurisma?
Não faz o aneurisma desaparecer, mas ajuda a reduzir riscos e faz parte do cuidado.
Parar de fumar é importante?
Sim. O tabagismo é um dos principais fatores relacionados ao aneurisma de aorta.
Preciso acompanhar mesmo sem sintomas?
Sim. Muitos aneurismas são silenciosos, por isso o acompanhamento é essencial.
Tratamento endovascular com endoprótese, EVAR
O tratamento endovascular com endoprótese, também conhecido como EVAR, é uma técnica usada para corrigir o aneurisma de aorta por dentro da artéria. Quando a anatomia permite, pode ser realizado sem grandes cortes, com acesso geralmente pela região da virilha.
Para quem é indicado
- Pacientes com aneurisma em tamanho ou condição que exige tratamento;
- Casos em que a anatomia da aorta permite o uso da endoprótese;
- Pacientes com maior risco para cirurgia aberta;
- Aneurismas localizados em regiões compatíveis com a técnica;
- Situações definidas após angiotomografia e avaliação vascular.
Como funciona
Durante o procedimento, uma endoprótese é levada até a região do aneurisma por dentro dos vasos. Ela cria um novo caminho para o sangue passar, reduzindo a pressão sobre a área dilatada da aorta e diminuindo o risco de ruptura.
Recuperação
Em geral, a recuperação tende a ser mais rápida que na cirurgia aberta, mas isso varia conforme o caso. Após o EVAR, o acompanhamento com exames de imagem é fundamental para avaliar a posição da endoprótese e a exclusão do aneurisma.
PERGUNTAS FREQUENTES
O EVAR serve para todo aneurisma?
Não. A indicação depende principalmente da anatomia da aorta e das características do aneurisma.
O tratamento tem cortes grandes?
Geralmente não. O acesso costuma ser feito por pequenas incisões ou punções na região da virilha.
Preciso fazer exames depois?
Sim. O acompanhamento com imagem é essencial após o tratamento endovascular.
Cirurgia aberta
A cirurgia aberta é uma técnica consagrada no tratamento do aneurisma de aorta. Ela pode ser indicada quando a anatomia não permite o tratamento endovascular, quando há maior durabilidade esperada com essa abordagem ou quando o caso exige correção direta da região dilatada.
Para quem é indicada
- Pacientes com aneurisma que precisa de correção;
- Casos em que o EVAR não é indicado;
- Aneurismas com anatomia desfavorável para endoprótese;
- Pacientes com boas condições clínicas para cirurgia;
- Situações em que a cirurgia aberta oferece melhor resultado.
Como funciona
Na cirurgia aberta, o cirurgião acessa diretamente a região do aneurisma e substitui o trecho dilatado da aorta por uma prótese vascular. O objetivo é retirar a pressão da área enfraquecida e permitir que o sangue circule por um caminho seguro.
Recuperação
A recuperação costuma exigir internação e retorno gradual às atividades. O tempo varia conforme a extensão da cirurgia, a saúde geral do paciente e a evolução pós-operatória. O acompanhamento vascular continua sendo importante após a alta.
PERGUNTAS FREQUENTES
A cirurgia aberta ainda é usada?
Sim. Mesmo com o avanço do tratamento endovascular, ela continua sendo uma opção importante em casos selecionados.
Ela é mais invasiva que o EVAR?
Sim. Por isso, a indicação considera riscos, benefícios, anatomia e condições clínicas do paciente.
A cirurgia aberta é definitiva?
É uma técnica duradoura, mas o paciente ainda precisa manter acompanhamento médico.
Cirurgia de urgência em caso de ruptura
A ruptura de um aneurisma de aorta é uma emergência grave. Quando o aneurisma rompe, pode ocorrer sangramento interno intenso, com risco de morte. Nessa situação, o atendimento precisa ser imediato.
Para quem é indicada
- Pacientes com suspeita ou confirmação de ruptura do aneurisma;
- Casos com dor súbita e intensa no abdômen, costas ou peito;
- Situações com queda de pressão, desmaio ou palidez intensa;
- Pacientes com instabilidade clínica;
- Emergências identificadas por exame de imagem ou avaliação médica.
Como funciona
A cirurgia de urgência tem como objetivo controlar o sangramento e corrigir o aneurisma rompido. Dependendo do caso, pode ser feita por técnica endovascular com endoprótese ou por cirurgia aberta. A escolha depende da anatomia, da gravidade e da estrutura disponível no momento.
Recuperação
A recuperação após uma ruptura costuma ser mais delicada e depende da rapidez do atendimento, da perda de sangue, da técnica utilizada e das condições gerais do paciente. Por isso, o diagnóstico precoce do aneurisma antes da ruptura é tão importante.
PERGUNTAS FREQUENTES
Quais sinais podem indicar ruptura?
Dor súbita e intensa, desmaio, queda de pressão, palidez, suor frio e falta de ar podem ser sinais de emergência.
O que fazer em caso de suspeita?
Procurar atendimento de emergência imediatamente. Não é uma situação para aguardar consulta.
Dá para evitar a ruptura?
Em muitos casos, o acompanhamento adequado permite identificar o crescimento do aneurisma e indicar tratamento antes da ruptura.
PERGUNTAS FREQUENTES
Todo aneurisma precisa de cirurgia?
Não. Aneurismas pequenos e estáveis podem ser apenas acompanhados com exames periódicos e controle dos fatores de risco.
O que é o tratamento endovascular?
A endoprótese é implantada por dentro da artéria, por punções na virilha, sem abrir o abdômen — com internação e recuperação geralmente menores.
Aneurisma de aorta dá sintomas?
Na maioria das vezes, não. Por isso o rastreamento em pessoas de risco é tão importante.
O tratamento cirúrgico é feito no hospital?
Sim. O tratamento dos aneurismas de aorta – seja por via pouco invasiva ou por cirurgia convencional – é feito em ambiente hospitalar. O Dr. Henrique Abreu opera tais casos em hospitais de excelência de Belo Horizonte, como o hospital Orizonti e os da rede MaterDei.