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Como é feito o tratamento de varizes? Conheça as principais opções

O tratamento de varizes mudou muito nos últimos anos. Atualmente, existem desde aplicações realizadas no consultório até técnicas que tratam a veia safena por dentro, por meio de uma pequena punção.

 

Essa variedade também costuma gerar dúvidas. Afinal, qual é o melhor tratamento para varizes? Aplicação, espuma, laser ou cirurgia?

 

A resposta depende da origem do problema, do calibre das veias, dos sintomas e das condições de saúde de cada paciente. Por isso, o tratamento não deve começar pela escolha de uma técnica, mas por uma avaliação vascular completa.

 

O primeiro passo é descobrir a origem das varizes

As veias das pernas possuem válvulas que ajudam o sangue a retornar ao coração. Quando essas válvulas não funcionam adequadamente, parte do sangue pode se acumular nos membros inferiores, aumentando a pressão dentro das veias.

 

Esse problema é chamado de insuficiência venosa e pode provocar varizes, sensação de peso, inchaço, dor, coceira, queimação e alterações na pele.

 

Durante a consulta, avalio os sintomas, o histórico do paciente e as características das veias. Dependendo do caso, também solicito ou realizo o eco-Doppler vascular.

 

O eco-Doppler permite observar o fluxo do sangue e identificar se existe refluxo em veias como as safenas. Essa informação é importante porque os vasos aparentes nem sempre representam toda a extensão do problema.

 

Quando existe uma veia doente alimentando outras varizes, tratar somente aquilo que aparece na pele pode trazer um resultado incompleto ou favorecer o reaparecimento dos vasos.

 

Qual é o melhor tratamento para varizes?

Não existe uma técnica que seja a melhor para todos os pacientes. O tratamento pode envolver apenas um método ou uma combinação de procedimentos.

 

A escolha considera fatores como:

  • tipo e calibre das veias;

  • presença de refluxo na safena;

  • sintomas apresentados;

  • localização e extensão das varizes;

  • tratamentos realizados anteriormente;

  • condições gerais de saúde;

  • características da pele;

  • rotina e expectativas do paciente.

A seguir, explico as principais possibilidades.

 

Escleroterapia líquida para vasinhos

A escleroterapia líquida é o procedimento conhecido popularmente como aplicação para vasinhos. Uma substância esclerosante é injetada diretamente no vaso com uma agulha fina, fazendo com que ele se feche gradualmente.

 

A técnica é utilizada principalmente no tratamento de telangiectasias, que são os pequenos vasos avermelhados ou arroxeados visíveis através da pele, e de algumas microvarizes.

 

As sessões são realizadas no consultório. A quantidade necessária varia conforme o número, a extensão e o calibre dos vasos.

 

Antes da aplicação, é importante verificar se existe alguma veia maior alimentando aqueles vasinhos. Nesses casos, a origem do problema pode precisar ser tratada antes ou em conjunto.

 

Laser transdérmico

O laser transdérmico emite energia através da pele para provocar o fechamento do vaso. Ele costuma ser indicado para vasinhos muito finos, vasos difíceis de alcançar com a agulha e áreas nas quais a aplicação exige maior cuidado.

 

O procedimento também pode ser combinado com a escleroterapia. Essa associação permite tratar vasos com características diferentes durante o mesmo planejamento.

 

A escolha entre laser e aplicação depende do tipo de vaso, da profundidade, do tom de pele e da resposta aos tratamentos anteriores. Nem sempre uma técnica substitui a outra.

 

Escleroterapia com espuma

Na escleroterapia com espuma, o medicamento esclerosante é preparado em uma consistência espumosa e aplicado dentro da veia.

 

A espuma pode ser utilizada em varizes de diferentes calibres e em veias que alimentam vasos menores. Quando o procedimento é guiado pelo ultrassom, o médico consegue acompanhar a aplicação em tempo real.

 

Em casos selecionados, a espuma ecoguiada também pode ser empregada no tratamento de veias safenas com refluxo.

 

O procedimento não exige cortes, mas sua indicação precisa considerar a anatomia das veias, o calibre dos vasos, o histórico do paciente e os possíveis riscos. Algumas pessoas também podem apresentar endurecimento ou pigmentação temporária no trajeto tratado.

 

Endolaser e radiofrequência

O endolaser e a radiofrequência são técnicas de ablação térmica utilizadas principalmente no tratamento da veia safena com refluxo.

 

Uma fibra ou um cateter é introduzido no interior da veia por meio de uma punção. Com o auxílio do ultrassom, o cirurgião vascular acompanha o posicionamento e a aplicação da energia, que fecha o segmento doente.

 

Depois do fechamento, o sangue passa a circular por veias saudáveis. A safena comprometida já não realizava corretamente sua função, portanto seu fechamento não prejudica a circulação.

 

As duas técnicas apresentam resultados semelhantes em muitos casos. A escolha depende da anatomia, do calibre e do trajeto da veia, além da avaliação do cirurgião vascular.

 

Dependendo do planejamento, o endolaser ou a radiofrequência pode ser combinado com escleroterapia ou microcirurgia para tratar as varizes que permanecem visíveis.

 

Microcirurgia de varizes

A microcirurgia, também chamada de flebectomia, permite retirar varizes superficiais por pequenas incisões na pele.

 

Ela costuma ser indicada para veias tortuosas de médio ou grande calibre que não podem ser tratadas adequadamente apenas com escleroterapia ou laser transdérmico.

 

As incisões são pequenas e frequentemente não precisam de pontos. Ainda assim, podem ocorrer hematomas e marcas temporárias durante a recuperação.

 

A microcirurgia pode ser realizada isoladamente ou associada ao tratamento da safena.

 

Cirurgia convencional

A cirurgia convencional continua sendo uma opção segura e eficaz quando bem indicada. Ela pode envolver a retirada da safena, procedimento conhecido como safenectomia, além do tratamento das demais veias doentes.

 

Atualmente, costuma ser reservada para situações específicas, como anatomias que dificultam o uso das técnicas endovenosas, veias muito tortuosas ou casos mais complexos.

 

Por ser um procedimento cirúrgico mais amplo, a recuperação tende a ser mais demorada quando comparada às técnicas minimamente invasivas. O período de afastamento varia conforme a extensão do tratamento, a atividade profissional e a evolução de cada paciente.

 

É possível tratar varizes sem cirurgia?

Muitos casos podem ser tratados com procedimentos realizados por punção ou aplicação, sem os cortes da cirurgia convencional. Isso inclui escleroterapia, espuma ecoguiada, endolaser e radiofrequência.

 

Entretanto, “sem cortes” não significa que a mesma técnica sirva para todos. Mesmo os procedimentos menos invasivos possuem indicações, limitações e cuidados específicos.

 

A decisão deve considerar tanto o resultado estético quanto o funcionamento da circulação. Tratar apenas aquilo que está visível pode não resolver a origem das varizes.

 

O tratamento exige repouso?

O tempo de recuperação depende da técnica utilizada e da extensão do tratamento.

 

Após aplicações e procedimentos minimamente invasivos, muitos pacientes conseguem retomar atividades leves rapidamente. Caminhar costuma fazer parte das orientações, especialmente depois dos tratamentos da safena.

 

Exercícios intensos, exposição solar, uso de meias de compressão e retorno ao trabalho são definidos individualmente. Por isso, não é adequado estabelecer o mesmo período de repouso para todos.

 

As varizes podem voltar depois do tratamento?

As veias tratadas adequadamente tendem a permanecer fechadas ou são removidas, dependendo da técnica. No entanto, novas varizes podem aparecer ao longo dos anos.

 

Isso acontece porque fatores como predisposição genética, alterações hormonais, gestações, envelhecimento e progressão da insuficiência venosa continuam presentes.

 

O acompanhamento vascular permite observar a circulação, identificar novos vasos e realizar tratamentos complementares quando necessário.

 

Quando procurar um cirurgião vascular?

A avaliação é recomendada quando existem varizes visíveis, vasinhos que reaparecem com frequência, dor, sensação de peso, inchaço, coceira ou alterações na pele das pernas.

 

Também é importante procurar atendimento diante de sangramento em uma variz, endurecimento doloroso de uma veia, feridas próximas aos tornozelos ou inchaço repentino em apenas uma perna.

 

Para quem busca tratamento de varizes e vasinhos em Belo Horizonte, realizo uma avaliação completa para identificar a origem do problema e definir uma estratégia personalizada. O objetivo é escolher o tratamento mais adequado para a circulação, os sintomas e as necessidades de cada paciente.

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