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Escleroterapia ou laser: como tratar os vasinhos?

Quem deseja tratar os vasinhos das pernas geralmente encontra duas opções principais: a escleroterapia, conhecida como aplicação, e o laser transdérmico.

 

Mas qual delas oferece o melhor resultado?

 

Não existe uma resposta igual para todos. A escolha depende do calibre, da profundidade e da coloração dos vasos, além do tom de pele e da presença de veias maiores alimentando aqueles vasinhos. Em muitos casos, as duas técnicas podem ser combinadas no mesmo planejamento.

 

Por isso, antes de iniciar o tratamento, é importante realizar uma avaliação com o cirurgião vascular.

 

O que são os vasinhos nas pernas?

Os vasinhos, chamados tecnicamente de telangiectasias, são pequenos vasos avermelhados ou arroxeados que ficam visíveis através da pele. Eles são mais finos do que as varizes e podem aparecer isoladamente ou ligados a veias um pouco maiores, conhecidas como veias reticulares ou microvarizes.

 

Embora frequentemente sejam tratados por uma questão estética, alguns pacientes também relatam ardência, sensibilidade, coceira ou sensação de peso nas pernas.

 

Em determinadas situações, os vasinhos podem estar relacionados a veias nutridoras ou a um problema mais amplo na circulação. Por isso, não é adequado escolher o tratamento observando apenas aquilo que aparece na superfície da pele.

 

Por que é necessário avaliar a circulação antes da aplicação?

Durante a consulta, examino a distribuição dos vasos e procuro sinais de insuficiência venosa. Quando há suspeita de refluxo ou presença de varizes maiores, o eco-Doppler pode ser indicado para avaliar o fluxo do sangue.

 

Se existir uma veia doente alimentando os vasinhos, ela pode precisar ser tratada antes ou em conjunto. Fazer aplicações sem identificar essa origem pode reduzir a resposta ao procedimento ou favorecer o reaparecimento dos vasos na mesma região.

 

Nem toda pessoa com vasinhos precisa realizar eco-Doppler. A necessidade do exame é definida a partir dos sintomas, do histórico e da avaliação física.

 

Como funciona a escleroterapia líquida?

A escleroterapia líquida é o procedimento popularmente chamado de aplicação para secar vasinhos.

 

Uma pequena quantidade de uma substância esclerosante é injetada diretamente no vaso com uma agulha muito fina. Essa substância provoca uma reação controlada na parede da veia, fazendo com que o vaso se feche e seja gradualmente absorvido pelo organismo.

 

O procedimento é realizado no consultório e costuma durar cerca de 30 minutos, dependendo da quantidade de vasos tratados.

 

Para reduzir o desconforto, utilizo a crioanestesia, um sistema que resfria a pele e altera temporariamente sua sensibilidade durante as aplicações.

 

Para quem a escleroterapia é indicada?

A escleroterapia líquida pode ser indicada principalmente para:

 

  • vasinhos avermelhados ou arroxeados nas pernas;

  • microvarizes e veias reticulares;

  • vasos que podem ser alcançados com uma agulha fina;

  • pacientes que não apresentam contraindicação ao produto utilizado.

 

A substância, sua concentração e a quantidade aplicada são escolhidas de acordo com as características dos vasos e de cada paciente.

 

Como funciona o laser transdérmico?

O laser transdérmico trata os vasos através da pele, sem a introdução de uma fibra dentro da veia.

 

A energia luminosa emitida pelo aparelho é absorvida pelo sangue e transformada em calor. Esse aquecimento controlado promove o fechamento gradual do vaso.

 

Durante o procedimento, o resfriamento da pele ajuda a proteger a região e a diminuir o desconforto. Depois da sessão, pode ocorrer uma vermelhidão temporária.

 

É importante não confundir o laser transdérmico com o endolaser. O laser transdérmico atua através da pele e é usado principalmente em vasos menores. O endolaser utiliza uma fibra inserida dentro da veia e costuma ser indicado para tratar veias maiores, como a safena.

 

Quando o laser é mais indicado?

O laser transdérmico pode ser especialmente útil para:

 

  • vasinhos muito finos, difíceis de atingir com a agulha;

  • vasos com menos de um milímetro;

  • pacientes com receio intenso de agulhas;

  • pessoas com contraindicação ou alergia ao produto esclerosante;

  • vasos que não responderam como esperado à escleroterapia;

  • regiões que exigem maior precisão durante o tratamento.

 

O tom de pele também precisa ser considerado. Em peles mais escuras ou bronzeadas, alguns tipos de laser exigem maior cautela e ajuste dos parâmetros para diminuir o risco de queimaduras e alterações na pigmentação.

 

Afinal, escleroterapia ou laser: qual é melhor?

Para muitos vasinhos das pernas, a escleroterapia líquida é uma das principais opções de tratamento. O laser transdérmico é especialmente útil em vasos muito finos ou quando a aplicação não é adequada.

 

Isso não significa que seja necessário escolher apenas uma técnica. Vasos diferentes podem coexistir na mesma região. Alguns respondem melhor à aplicação, enquanto outros podem ser tratados com o laser.

 

A associação entre laser transdérmico e escleroterapia permite atuar em vasos de diferentes tamanhos e profundidades. Essa combinação pode ser conhecida como CLACS, técnica que reúne laser, aplicação e resfriamento da pele.

 

A escolha é feita após analisar:

 

  • calibre e profundidade dos vasos;

  • coloração dos vasinhos;

  • presença de veias nutridoras;

  • tom e sensibilidade da pele;

  • resposta a tratamentos anteriores;

  • possíveis contraindicações;

  • tolerância às aplicações.

 

O objetivo é montar uma estratégia personalizada, em vez de aplicar o mesmo método em todos os pacientes.

 

Quantas sessões são necessárias?

A quantidade de sessões depende do número de vasinhos, da extensão da área tratada e da resposta do organismo.

 

Alguns vasos desaparecem mais rapidamente, enquanto outros clareiam gradualmente. Também pode ser necessário tratar primeiro as veias nutridoras para depois cuidar dos vasos mais superficiais.

 

Por isso, não é possível definir antecipadamente uma quantidade exata de sessões para todos os casos. Uma estimativa pode ser apresentada depois da avaliação inicial.

 

Como é a recuperação?

Normalmente, o paciente consegue retomar as atividades habituais após a sessão, seguindo as orientações recebidas.

 

Podem surgir pequenas manchas, hematomas, vermelhidão, sensibilidade ou pontos endurecidos na região tratada. Essas alterações geralmente são temporárias, mas o tempo de melhora varia.

 

Dependendo do caso, também posso recomendar o uso de meia de compressão e caminhadas leves.

 

A exposição direta ao sol deve ser evitada enquanto houver marcas na pele, pois pode aumentar o risco de pigmentação. O período necessário é definido de acordo com o procedimento realizado e com a evolução da região.

 

Perguntas frequentes

A aplicação para vasinhos dói?

A escleroterapia pode provocar uma picada e uma ardência passageira. A intensidade varia conforme a sensibilidade de cada pessoa e a região tratada. O resfriamento da pele com a crioanestesia ajuda a diminuir esse desconforto.

 

O laser transdérmico não utiliza agulhas?

O laser atravessa a pele e não exige injeção dentro do vasinho. Entretanto, se o tratamento for combinado com escleroterapia, a aplicação com agulha também fará parte da sessão.

 

O laser serve para varizes grandes?

O laser transdérmico é voltado principalmente aos vasos pequenos e superficiais. Veias maiores podem exigir espuma, microcirurgia, endolaser, radiofrequência ou outra técnica definida após a avaliação.

 

Posso tomar sol depois do tratamento?

É recomendado evitar a exposição direta ao sol na área tratada enquanto houver vermelhidão, hematomas ou pigmentação. Também é importante seguir as orientações sobre protetor solar e o momento adequado para retomar a exposição.

 

Os vasinhos tratados podem voltar?

Os vasos fechados pelo tratamento tendem a desaparecer, mas novos vasinhos podem surgir ao longo do tempo. Predisposição genética, alterações hormonais, gestação e evolução da insuficiência venosa podem contribuir para o aparecimento de outros vasos.

 

Preciso passar por uma consulta antes das aplicações?

Sim. A consulta permite verificar se os vasinhos estão isolados ou relacionados a veias maiores, identificar contraindicações e escolher a técnica mais adequada.

 

Para quem procura tratamento de vasinhos em Belo Horizonte, realizo uma avaliação completa para definir se a escleroterapia, o laser transdérmico ou a combinação das duas técnicas é a melhor opção para o caso.

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